segunda-feira, 6 de julho de 2015

PERCA OU PERDA?


Talvez devido à sonoridade dessas duas palavras, é comum algumas pessoas usarem-nas de forma inadequada.
PERCA = forma verbal do verbo perder.
PERDA = substantivo – o ato de perder.

Exemplos:
Isso é perda de tempo.
Não perca seu tempo!
Sua morte é uma grande perda, mas vamos superá-la.
É preciso que você perca essa mania de falar mal dos outros.

Ainda está em dúvida? Então vai uma dica: tente colocar um artigo antes da palavra (a, uma). Se o artigo puder ser utilizado, então diga perda; se não, diga perca. 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

OBRIGADO, OBRIGADA


A palavra obrigado vem da expressão "Eu estou obrigado a você (tenho uma obrigação)." Portanto, gênero masculino diz: Obrigado, feminino diz: Obrigada. 
Obrigados e obrigadas são corretos, embora pouco usados. Quando um grupo de mulheres agradece, pode dizer perfeitamente Obrigadas, porém, como nossa língua é machista, se houver um único homem, deve ser dito Obrigados.
Mas, talvez, o que causa mais dúvida é a resposta. Então analisemos uma a uma:
"De nada": É uma das respostas mais usadas, mas é incorreta conforme muitos gramáticos. Vale lembrar que é uma expressão consagrada pelo uso.
"Por nada": Se alguém diz que está obrigado a você, então é correto responder "por nada". Dessa forma você quer dizer que ela está obrigada por nada. Ela não tem obrigação. Você a livrou disso.
"Obrigado(a) eu": Essa resposta quer dizer que eu é que estou obrigado. Obrigado, eu é que estou. Portanto, correta.
"Obrigado(a) você: Resposta totalmente errada. A pessoa acabou de dizer que está obrigada a você e você confirma que ela te essa obrigação. Seria compreensível se se usasse a preposição a (obrigado a você), aí é aceitável, pois se está dizendo algo como Eu que estou obrigado a você.
"Eu que agradeço": é a melhor resposta. Evita ambiguidades e se diz diretamente. Portanto, na dúvida, diga: "Eu que agradeço."

sábado, 28 de março de 2015

MUITO POUCO, CORRETO?


Como já sabem, não sou de corrigir a fala das pessoas, assim como os meus amigos professores de português. Quem geralmente faz isso são algumas pessoas de outras áreas que querem se mostrar entendidos em língua portuguesa.
Dias atrás, vi uma menina de uns 7 anos dizer: “menos pessoas”, a mãe (deveria ser) já disse: “Não é menos, tem que concordar, é menas pessoas.” Será que acham que estão fazendo um bom serviço? Tem me incomodado o número de pessoas falando que “muito pouco” não existe, então vamos lá.
·        *  “Trabalhou muito pouco.” Nesse caso, trabalhou é verbo, pouco é advérbio e muito é outro advérbio que está intensificando o pouco, algo como pouquíssimo. Totalmente válido e pode ser usado tranquilamente.
·        *  “Ele tem muito pouca vontade.” Aqui, pouca está qualificando a vontade, algo como insuficiente, função de adjetivo, apesar de ser pronome indefinido; muito continua sendo advérbio, pois está intensificando o adjetivo.


Portanto, muito pouco pode ser usado sem medo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

EU TENHO MEDO DE "O MESMO"


Usar o mesmo no lugar de um pronome pessoal indica pobreza de linguagem.
A frase da imagem acima é muito comum - mas indevida - em portas de elevadores. Ficaria muito melhor se fosse escrita desta forma: "Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra parado neste andar."
Alguns outros exemplos: 
Ontem encontrei minha professora e convidei a mesma para comer uma pizza.
Não acho o grampeador. Verifique se o mesmo está em sua mesa!
Fica muito melhor assim:
Ontem encontrei minha professora e a convidei para comer uma pizza.
Não acho o grampeador. Verifique se ele está em sua mesa!

No entanto, nem todos os usos de o mesmo são condenáveis. Abaixo exemplos de usos de forma correta:
Continuo sendo a mesma pessoa.
Pode acontecer o mesmo a você.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

DE ENCONTRO A OU AO ENCONTRO DE?

 Dias atrás, ouvi o prefeito de uma grande cidade do Brasil dizer que certa obra vinha de encontro às necessidades da população. Será que o prefeito não sabe o significado do que disse ou está contra a população?

O prefeito deveria ter dito: "Essa obra veio ao encontro das necessidades da população."
Ao encontro de = a favor, favorável.
De encontro a = contra, em oposição.
Ex: Sua ideia é péssima. Vem de encontro a nossos desejos.
       Que ótima ideia! Vem ao encontro de nossos desejos.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

TEM OU TÊM? VEM OU VÊM


Dúvida comum, mas bem fácil de sanar. Quando temos o sujeito no singular (ele ou você), usamos tem ou vem (sem acento). Quando o sujeito está no plural (eles ou vocês), usamos têm ou vêm (com acento).

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

MOZZARELLA, MOZARELA, MUSSARELA OU MUÇARELA?


É normal termos dúvida quando vamos escrever certas palavras, mas o problema maior é quando o erro já está internalizado. Aí é bem mais difícil de ser corrigido. Incomoda-me muito ver "Iguaçú" em muitas placas, as pessoas acabam "entendendo" que se escreve assim.
Dias atrás uma pessoa me perguntou se era correto escrever mussarela, eu disse que não e sugeri que escrevesse com "ç". A pessoa me olhou de forma estranha e tenho certeza de que foi olhar no dicionário, se eu estivesse errado, certamente ela já teria vindo me corrigir.
Para todos os lados que olhamos, principalmente no mercado, encontramos a palavra "mussarela". 
Por que então não se deve escrever "mussarela"?
O termo original italiano é "mozzarella", então se você quiser escrever da forma original, sem problemas, escreva mozzarella.
Há mais duas formas para se escrever essa palavra: mozarela, que é o aportuguesamento da grafia italiana; e muçarela, que é a grafia baseada na pronúncia brasileira.
Pouquíssimas pessoas escrevem muçarela, talvez por parecer estranho. 
Portanto, mozzarella, mozarela ou muçarela estão corretas. Mussarela, apesar de parecer mais familiar está incorreta.